VOCÊ SABE O QUE É GPS?
SISTEMA GPS
A tecnologia atual permite que qualquer pessoa possa se localizar no planeta com uma precisão nunca imaginada por navegantes e aventureiros há até bem pouco tempo. O sofisticado sistema que tornou realidade esse sonho é chamado
"G.P.S." - Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global) - e foi concebido pelo Departamento de Defesa dos EUA no início da década de l960, sob o nome de 'projeto NAVSTAR'. O sistema foi declarado totalmente operacional apenas em l995. Seu
desenvolvimento custou 10 bilhões de dólares. Consiste de 28 satélites em órbita ao redor da terra, duas vezes por dia, a uma distância de 20.000km, e emitem simultaneamente sinais de rádio codificados. Testes realizados em 1972 mostraram que a pior precisão do
sistema era de 15 metros, a melhor, 1 metro. Preocupados com o uso inadequado , os militares americanos implantaram duas opções de precisão: para usuários autorizados eles mesmos) e usuários não-autorizados (civis). Os receptores GPS de uso militar têm
precisão de 1 metro e os de uso civil, de 15 a 100 metros. Cada satélite emite um sinal que contem: códigos de precisão (P); código geral (CA) e informação de status. Como outros sistemas de rádio-navegação, todos os satélites enviam seus sinais de rádio
exatamente ao mesmo tempo, permitindo ao receptor avaliar o lapso entre emissão/recepção. A potência de transmissão é de apenas 50 Watts. A hora-padrão GPS é passada para o receptor do usuário. Receptores GPS em qualquer parte do mundo mostrarão a mesma hora, minuto, segundo,... até mili-segundo. A hora-padrão é altamente precisa, porque cada satélite tem um relógio atômico, com precisão de
nano-segundo - mais preciso que a própria rotação da Terra. O receptor tem que reconhecer as localizações dos satélites. Uma lista de posições, conhecida como almanaque, é transmitida de cada satélite para os receptores. Controles em terra rastreiam os satélites e mantém seus almanaques acurados. Cada satélite tem códigos P e CA únicos, e o receptor pode distinguí-los. Os códigos P são mais complexos que os CA e somente usuários militares podem reconhecê-los, pois seus receptores têm o valor para comparação na memória. Receptores civis medem os lapsos de tempo entre a recepção dos sinais codificados em CA. O conceito da rádio-navegação depende
inteiramente da transmissão simultânea de rádio-sinais. O controle de terra interfere fazendo com que alguns satélites enviem seus sinais CA ligeiramente antes ou depois dos outros. A interferência deliberada introduzida pelo Departamento de Defesa dos EUA é a
fonte da Disponibilidade Seletiva - Selective Availability (AS). Os civis desconhecem o valor do erro, que é alterado aleatoriamente e está entre 15 e 100 metros. A partir de 1º/05/00 a S.A. foi desativada passando os GPS operarem com erro de 5 a 15m. Os receptores militares não são afetados. Existe outra fonte de erro que afeta os receptores civis: a interferência ionosférica. Quando um sinal de rádio percorre os elétrons livres na ionosfera, sofre um certo atraso. Sinais de freqüências diferentes sofrem atrasos diferentes. Para detectar esse atraso, os satélites do sistema enviam o código P em duas ondas de rádio de diferentes freqüências, chamadas L1 e L2.
Receptores caros rastreiam ambas as freqüências e medem a diferença entre a recepção dos sinais L1 e L2, calculam o atraso devido aos elétrons livres e fazem correções para o efeito da ionosfera. Receptores civis não podem corrigir a interferência ionosférica
porque os códigos CA são gerados apenas na freqüência L1 ( l575,42 MHz ). Existem receptores específicos conhecidos como não-codificados, que são super acurados. Como desconhecem os valores do código P, obtém sua precisão usando técnicas especiais de
processamento. Eles recebem e processam o código P por um número de dias e podem obter uma posição fixa com precisão de 10 mm. É ótimo para levantamento topográfico. Os sinais gerados pelos satélites contém um "código de identidade", dados efêmeros (de status) e dados do almanaque. O código de identidade (Pseudo-Random Code - PRN ) identifica qual satélite está transmitindo. Referimo-nos aos satélites pelos seus PRN, de 1 a 32, e este é o número mostrado no receptor para indicar qual(is) satélite(s) estamos recebendo. Os dados efêmeros (de status) são constantemente transmitidos e contém informações de status do satélite (operacional ou não), hora,
dia, mês e ano. Os dados de almanaque dizem ao receptor onde procurar cada satélite a qualquer momento do dia. Com um mínimo de três satélites, o receptor pode determinar uma posição Lat/Long - que é chamada posição fixa 2D. (Deve-se entrar com o valor
aproximado da altitude para melhorar a precisão). Com quatro ou mais satélites, um receptor pode determinar uma posição 3D, que inclue Lat/Long/Altitude. Pelo processamento contínuo de sua posição, um receptor pode também determinar velocidade e direção do deslocamento.
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FATORES QUE AFETAM A PRECISÃO DO SISTEMA
A primeira e maior fonte de erro é a Disponibilidade Seletiva (Selective Availability - S.A.). É uma degradação intencional imposta pelo Departamento de Defesa dos EUA. O erro máximo imposto é de 100 m, mas em geral
introduz-se um erro de 30 m. O Sistema foi originalmente projetado para uso militar, mas
em l980, por decisão do então presidente Ronald Reagan, liberou-se o Sistema para o uso
geral, reservando aos militares a melhor precisão. Desde então, satélites sujeitos à
degradação SA têm sido regularmente lançados. Hoje, todos os satélites permitem
degradação AS. A razão principal é evitar que organizações terroristas ou forças
inimigas se utilizem da precisão do sistema. Outro fator que afeta a precisão é a
'Geometria dos Satélites'- localização dos satélites em relação uns aos outros sob a
perspectiva do receptor GPS. Se um receptor GPS estiver localizado sob 4 satélites e
todos estiverem na mesma região do céu, sua geometria é pobre. Na verdade, o receptor
pode não ser capaz de se localizar, pois todas as medidas de distância provém da mesma
direção geral. Isto significa que a triangulação é pobre e a área comum da
interseção das medidas é muito grande (isto é, a área onde o receptor busca sua
posição cobre um grande espaço). Dessa forma, mesmo que o receptor mostre uma
posição, a precisão não é boa. Com os mesmos 4 satélites, se espalhados em todas as
direções, a precisão melhora drasticamente. Suponhamos os 4 satélites separados em
intervalos de 90º a norte, sul, leste e oeste. A geometria é ótima, pois as medidas
provém de várias direções. A área comum de interseção é muito menor e a precisão
muito maior. A geometria dos satélites torna-se importante quando se usa o receptor GPS
próximo a edifícios ou em áreas montanhosas ou vales. Quando os sinais de algum
satélite é bloqueado, a posição relativa dos demais determinará a precisão, ou mesmo
se a posição pode ser obtida. Um receptor de qualidade indica não apenas os satélites
disponíveis, mas também onde estão no céu (azimute e elevação), permitindo ao
operador saber se o sinal de um determinado satélite está sendo obstruído. Outra fonte
de erro é a interferência resultante da reflexão do sinal em algum objeto, a mesma que
causa a imagem 'fantasma' na televisão. Como o sinal leva mais tempo para alcançar o
receptor, este 'entende' que o satélite está mais longe que na realidade. O erro causado
é de aproximadamente 2 m. Outras fontes de erro: atraso na propagação dos sinais devido
aos efeitos atmosféricos e alterações do relógio interno. Em ambos os casos, o
receptor GPS é projetado para compensar os efeitos. / ASPECTOS TÉCNICOS DO GPS
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RASTREAMENTO DOS SATÉLITES
Um receptor rastreia um satélite pela recepção de
seu sinal. Sinais de apenas quatro satélites são necessários para obtenção de uma
posição fixa tridimensional, mas é desejável um receptor que rastreie mais de quatro
satélites simultaneamente. Com o usuário se desloca, o sinal de algum satélite pode ser
bloqueado repentinamente por algum obstáculo, restando satélites suficientes para
orientá-lo. A maioria dos receptores rastreia de 8 a 12 satélites ao mesmo tempo. Um
receptor não é melhor que outro por rastrear mais satélites. Rastrear satélites
significa conhecer suas posições. Não significa que o sinal daquele satélite está
sendo usado no cálculo da posição. Muitos receptores calculam a posição com quatro
satélites e usam os sinais do quinto para verificar se o cálculo está correto.
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CANAIS
Os receptores não funcionam acima de determinada
velocidade de deslocamento. O número de canais determina qual a velocidade máxima de
uso. Mais canais não significa necessariamente maior velocidade. O número de canais não
é fator importante na escolha do receptor, e sim, sua velocidade de operação. Depois
que os sinais são captados pela antena, são direcionados para um circuito eletrônico
chamado canal, que reconhece os sinais de diferentes satélites. Um receptor com um canal
lê o sinal de cada satélite sucessivamente, até receber os sinais de todos os
satélites rastreados. A técnica é chamada "time multiplexing". Leva menos de
um segundo para processar os dados e calcular a posição. Um receptor com mais de um
canal é mais rápido, pois os dados são processados simultaneamente.
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ANTENAS
A antena recebe os sinais dos satélites. Como os
sinais são de baixa intensidade, as dimensões da antena podem ser muito reduzidas.
Receptores portáteis utilizam um dos dois tipos: - Quadrifilar helix - formato
retangular; localização externa; giratória; detecta melhor satélites localizados mais
baixos no horizonte. - Patch (microstrip) - Menor que a helix; localização interna; pode
detectar satélites na vertical e 10* acima do horizonte. ANTENAS EXTERNAS Podem ser
conectadas através de uma extensão à maioria dos receptores. Alguns receptores possuem
antena destacável, permitindo melhor uso a bordo de veículos. Se você for comprar uma
antena externa, escolha uma 'ativa' que amplifica os sinais antes de enviá-los para o
receptor. Ao construir uma extensão, opte por encurtar o cabo o máximo possível para
diminuir a perda do sinal.
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ENTRADA DE DADOS
Receptores GPS são projetados para serem compactos,
não possuindo teclado alfa-numérico. Todos os dados são digitados uma letra ou número
ou símbolo por vez. Se o receptor não permitir rápida mudança de caracteres, NÃO
COMPRE. Se você quer usar o receptor associado a outro equipamento, opte por um com essa
capacidade. Embora a maioria dos receptores possa enviar dados para equipamentos
periféricos, nem todos podem receber dados.
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APLICAÇÕES DE SAÍDA DE DADOS
Alguns equipamentos úteis apenas recebem informação
de um receptor GPS. Os dados são continuamente enviados para o equipamento acoplado ao
receptor, que os utiliza para outras finalidades: - Mapa dinâmico: um mapa no computador
que traça seus deslocamentos. - Visão gráfica de sua posição em relação a outros
pontos. - Piloto automático: o receptor informa sua posição ao piloto automático. -
Mapeamento: transferência dos dados obtidos durante sua viagem. - Pós-processamento: uso
dos dados para cálculos posteriores, reduzindo o efeito da disponibilidade seletiva. Um
piloto automático é um bom exemplo de trabalho associado. O receptor é conectado ao
piloto automático e o alimenta continuamente com a presente posição. O piloto
automático usa os dados para ajustar a direção e permanecer no curso. O piloto
automático nunca manda dados de volta para o receptor. O receptor GPS deve usar uma
linguagem que o equipamento a ele associado possa entender. Existe uma linguagem padrão
para equipamentos de navegação chamada: Protocolo NMEA - National Maritime Eletronics
Association. Existem diferentes formatos de protocolos, então verifique se o receptor e o
equipamento usam o mesmo formato. Os mais comuns são: 180; 182; 183 versão 1,5; 183
versão 2,0. A maioria dos receptores tem saída NMEA de dados.
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APLICAÇÕES ENTRADA/SAÍDA DE DADOS
O receptor pode também receber dados do computador. Os
usos comuns são: - Transferência de pontos plotados no computador para o receptor GPS; -
Transferência de pontos plotados no receptor GPS para o computador, liberando sua
capacidade de armazenagem de dados; - Transferência das coordenadas de um ponto
selecionadas em um mapa na tela do computador para o receptor GPS. Como plotar pontos no
receptor pode ser cansativo devido à ausência de teclado alfa-numérico, um editor
permite a entrada de dados rápida e facilmente. Digita-se os dados usando-se o teclado do
computador transferindo-os depois para o receptor. Outra maneira de plotar os pontos no
computador é usar um mapa da área na tela e selecionar os pontos a serem plotados com um
mouse. O computador transfere automaticamente as coordenadas dos pontos para o receptor.
Nem todos os receptores são projetados para receber dados. Existem três linguagens
utilizadas nos receptores com essa capacidade: NMEA; ACS II (formato de texto de um PC
comum; e Proprietary (linguagens desenvolvidas pelos próprios fabricantes). Poucos
receptores portáteis recebem dados NMEA. Alguns recebem dados ACS II e podem ser
conectados diretamente ao computador RS 232. A maioria dos receptores apenas recebem dados
no formato projetado pelo fabricante. Algumas companhias querem limitar programas feitos
por terceiros para seus receptores e se recusam a revelar o formato usado. Se você quer
usar seu receptor associado a outros equipamentos, verifique a compatibilidade das
linguagens empregadas.
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DGPS - DIFFERENTIAL GPS (GPS Diferencial)
O GPS Diferencial - DGPS - é um processo que permite
ao usuário civil obter uma precisão de 2 cm a 5 m, pelo processamento contínuo de
correções nos sinais. As correções são transmitidas em Freqüência Modulada ou via
satélite e são disponíveis em alguns países através de serviços de subscrição
taxados. Podem também ser transmitidas por um segundo receptor ou por faróis de
navegação localizados num raio de 100 km do usuário. Em ambos os casos, é necessário
ter uma antena receptora DGPS conectada ao receptor GPS convencional. SOBRE OS MAPAS:
SISTEMAS DE COORDENADAS São padrões de quadrados e retângulos superpostos aos mapas que
permitem identificação de todo e qualquer ponto. O sistema mais usado que cobre o mundo
todo é o LATITUDE/LONGITUDE. Usa-se como referências a Linha do Equador - que divide a
Terra em Hemisfério Norte (N) e Hemisfério Sul (S) - e a linha que passa pelos polos e
pela cidade inglesa de Greenwich (Meridiano de Greenwich) - que divide a Terra em
Hemisfério Oeste (W, de West) e Hemisfério Leste (E, de East). As linhas imaginárias
paralelas à do Equador são chamadas de Paralelos de Latitude e suas perpendiculares, de
Meridianos de Longitude. Convencionou-se que a linha do Equador é a linha 0º de Latitude
e o meridiano de Greenwich, a linha 0º de Longitude. O meridiano oposto, a 180º, é
chamado de "International Date Line" (Linha Internacional de Mudança de Data).
O Polo Norte está na Latitude 90º Norte e o Sul, na 90º Sul. P último pedido de
socorro do Titanic partiu das coordenadas localizadas no paralelo de longitude 050º14'
acima do Equador (Hemisfério Norte) e no meridiano de longitude a 41º45' a oeste de
Greenwich (Hemisfério Oeste). Assim, no sistema LAT/LONG, suas coordenadas eram: N 41º
45' W 050º14'.
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COORDENADAS UTM
Universal Transversa de Mercator A genialidade da grade
UTM está na facilidade e precisão que ela permite na leitura de mapas muito detalhados.
Gerardus Mercator, cartógrafo belga do século XVI, não imaginava o alcance da
projeção elaborada por ele. A grade UTM divide o mundo em 60 zonas de 6º de largura. A
zona número 1 começa na longitude oeste 180º (W 180º=E180º). Continuam em intervalos
de 6º até a zona de número 60. Cada zona é projetada num plano e perde sua
característica esférica. Assim suas coordenadas são chamadas "falsas". A
distorção produzida pela projeção limita o mapa à área compreendida entre as
latitudes N 84º e S 80º. A grade UTM não inclui necessariamente letras na sua
designação. A letra 'U', usada como referência pelo Sistema Militar Americano (U. S.
Military Grid System), designa a região compreendida entre as latitudes N 48º e N 56º.
Letras em ordem alfabética - de sul para norte - são usadas para designar seções de
8º, de forma a coincidir a seção 'U 'entre as referidas latitudes. Alguns receptores
usam essa notação, outros apenas indicam se as coordenadas estão acima ou abaixo do
Equador. Cada zona tem sua referência vertical e horizontal. A linha de longitude que
divide uma zona de 6º em duas metades é chamada de 'zona meridiana'. Por exemplo, a zona
1 é limitada pelas linhas de longitude W 180º e W 174º, então sua zona meridiana é a
linha de longitude W 177º. A zona meridiana é sempre definida como 500.000 m. As
coordenadas horizontais maiores ou menores que 500.000 m se localizam a leste ou oeste da
zona meridiana, respectivamente. O valor de uma coordenada horizontal avalia sua
distância - em metros - da zona meridiana. A coordenada 501.560 está a 1.560 m a leste
da zona meridiana; a 485.500 está a (500.000 - 485.500) = 14.500 m a oeste da zona
meridiana. As coordenadas horizontais crescem para leste e decrescem para oeste. As
coordenadas verticais são medidas em relação ao Equador, que é cotado como a
coordenada 0.000.000 m de referência para o Hemisfério Norte ou como a coordenada
10.000.000 m de referência para o Hemisfério Sul. A coordenada vertical de uma
localidade acima da Linha do Equador é sua distância - em metros - ao Equador. A
coordenada vertical 5.897.000 significa que o ponto está a 5.897,0 m acima do Equador. Se
o ponto estiver abaixo do Equador, a distância é calculada subtraindo-se o valor da
coordenada do valor de referência para o Hemisfério Sul (10.000.000 - 5.897.000 =
4.103,0 m). Como a mesma coordenada vertical pode ser associada a duas localidades
distintas, uma acima e outra abaixo do Equador, é necessário indicar em qual hemisfério
se localiza para identificá-la.
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DATUM DO MAPA
Os mapas são confeccionados de forma que todos os
pontos estão a determinada distância de um ponto de referência padrão chamado DATUM.
Antigamente cada país escolhia independentemente seu próprio DATUM. Resulta que as
mesmas localidades tinham diferentes coordenadas em mapas de diferentes países.
O GPS tem seu próprio DATUM chamado WGS 84 - World
Geodetic System 1984. Todos os receptores podem usá-lo como referência, mas se o mapa na
mão do usuário não foi confeccionado com essa referência verificar outras opções.
Por exemplo, em Minas Gerais, o DATUM utilizado é CÓRREGO ALEGRE e existe esta opção
na memória do receptor.
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GRADE MAIDENHEAD e GRADE TRIMBLE
A grade MAIDENHEAD é usada por operadores de rádio
amador. Divide o mundo em grades de 20º de longitude por 10º de latitude, que são
identificadas por duas letras, AA - RR. As grades são subdivididas em áreas de 2º x 1º
e rotuladas com 2 números, 00 - 99. As áreas são novamente subdivididas em subáreas de
5' de longitude por 2,5' de latitude e rotuladas com letras, AA - XX. Uma coordenada
Maidenhead é coisa do tipo EM 18 BX.. A grade TRIMBLE é uma extensão da grade
Maidenhead, que torna-a mais acurada e utilizável em receptores GPS. Uma sub-área
Maidenhead pode cobrir uma área de até 8,9 km x 4,8 km. Um receptor pode reconhecer
áreas muito menores que esta, então a grade TRIMBLE subdividiu a sub-área ainda mais,
adicionando um par de números (00 - 99) e letras (AA - YY) ao formato Maidenhead. A
coordenada fica então AQ 57 DK 23 SU , por exemplo. Receptores TRIMBLE são úteis para
quem precisa de coordenadas Maidenhead, pois podem converter qualquer grade em Maidenhead.
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ESCALA DE UM MAPA
É a relação entre a medida feita no mapa e seu valor
real. A escala 1:1.000.000 significa que 1 centímetro lido no mapa eqüivale a 1.000.000
de centímetros (10 km) na realidade. O uso associado de um bom mapa e um receptor GPS é
uma poderosa ferramenta de orientação e navegação.
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RECEPTORES GPS
Existem receptores de diversos fabricantes disponíveis
no mercado, desde os portáteis - pouco maiores que um maço de cigarros - que custam
pouco mais de 100 dólares, até os sofisticados computadores de bordo de aviões e
navios, passando pelos que equipam muitos carros modernos. Além de receber e decodificar
os sinais dos satélites, os receptores são verdadeiros computadores que permitem várias
opções de: referências; sistemas de medidas; sistemas de coordenadas; armazenagem de
dados; troca de dados com outro receptor ou com um computador; etc. Alguns modelos têm
mapas muitos detalhados em suas memórias. Uma pequena tela de cristal líquido e algumas
teclas permitem a interação receptor/usuário.
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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE UM RECEPTOR
Permitem armazenar pontos em sua memória, através de
coordenadas lidas em um mapa; obtidas pela leitura direta de sua posição ou através de
reportagens ou livros especializados que as publiquem. - Os pontos plotados na memória
podem ser combinados formando rotas que, quando ativadas, permitem que o receptor analise
os dados e informe, por exemplo: tempo, horário provável de chegada e distância até o
próximo ponto; tempo, horário provável de chegada e distância até o destino; horário
de nascer e do por do Sol; rumo que você deve manter para chegar ao próximo ponto de sua
rota e muito mais. A função ROTA é importante porque permite que o receptor guie o
usuário do primeiro ponto ao próximo e assim sucessivamente até o destino. Quando você
atinge um ponto, o receptor busca o próximo - sem a interferência do operador -
automaticamente. A função GO TO é similar, sendo o ponto selecionado o próprio
destino. - Grava na memória seu deslocamento, permitindo retraçar seu caminho de volta
ao ponto de partida. Pode-se avaliar sua utilidade em barcos, caminhadas e uso
fora-de-estrada. - Os receptores instalados nos carros dos países onde existem mapas
digitalizados - computadores de bordo - trazem em sua memória mapas detalhados de cidades
e endereços úteis como restaurantes, shoppings, hotéis, etc. Um menu permite ao
motorista ativar automaticamente uma rota até o ponto desejado, seja outra cidade, outro
bairro ou um endereço específico. (No Brasil, provavelmente a General Motors sairá na
frente na oferta desse opcional, no carro a ser produzido em sua unidade do Rio Grande do
Sul. A filial da Mannesmann VDO AG., fabricante alemã desse equipamento, está sondando
empresas especializadas para fazerem o mapeamento digitalizado das cidades brasileiras com
mais de 100.000 habitantes.
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APLICAÇÕES DO G.P.S.
Além de sua aplicação óbvia na aviação geral e
comercial e na navegação marítima, qualquer pessoa que queira saber sua posição,
encontrar seu caminho para determinado local (ou de volta ao ponto de partida), conhecer a
velocidade e direção de seu deslocamento pode se beneficiar com o sistema. A comunidade
científica o utiliza por seu relógio altamente preciso. Durante experimentos
científicos de coleta de dados, pode-se registrar com precisão de micro-segundos
(0,000001 segundo) quando a amostra foi obtida. Naturalmente a localização do ponto onde
a amostra foi recolhida também pode ser importante. Agrimensores diminuem custos e obtêm
levantamentos precisos mais rapidamente com o GPS. Unidades específicas têm custo
aproximado de 3.000 dólares e precisão de 1 metro, mas existem receptores mais caros com
precisão de 1 centímetro. A coleta de dados por estes receptores é bem mais lenta.
Guardas florestais, trabalhos de prospecção e exploração de recursos naturais,
geólogos, arqueólogos, bombeiros, são enormemente beneficiados pela tecnologia do
sistema. O GPS tem se tornado cada vez mais popular entre ciclistas, balonistas,
pescadores, ecoturistas ou por leigos que queiram apenas planejar e se orientar durante
suas viagens. Com a popularização do GPS, um novo conceito surgiu na agricultura: a
agricultura de precisão. Uma máquina agrícola dotada de receptor GPS armazena dados
relativos à produtividade em um cartão magnético que, tratados por programa
específico, produz um mapa de produtividade da lavoura. As informações permitem também
otimizar a aplicação de corretivos e fertilizantes. Lavouras americanas e européias já
utilizam o processo que tem enorme potencial em nosso país.
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LIMITAÇÕES
O receptor não é um altímetro confiável, pois o
erro de 15 a 100 metros introduzido propositadamente aplica-se também à altitude.
Os sinais dos satélites não penetram em vegetação densa, vales estreitos, cavernas ou
na água. Montanhas altas ou edifícios próximos também afetam sua precisão. Para o uso
automotivo, deve-se providenciar uma extensão para fixar a antena externamente ou
posicioná-lo junto ao pára-brisas. Os conectores são do tipo LM-1 e LF-1, usados por
rádio-amadores. É importante que o receptor utilize pilhas comercializadas no nosso
mercado e que tenha como acessório um adaptador para ligá-lo no acendedor de cigarros do
veículo. Para o uso em ambiente marinho, é fundamental que o receptor seja a prova
d'água para evitar corrosão em seus componentes.
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ESCOLHA DO RECEPTOR
O item mais importante é definir a aplicação básica
que você terá para um receptor GPS. Identifique então os modelos disponíveis no
mercado e liste-os sob a forma de uma tabela comparativa contendo preços,
características principais e acessórios disponíveis. Acessórios ou características
supérfulas à sua aplicação encarecem desnecessariamente o modelo a ser adquirido. Um
receptor portátil para o uso geral de excelente relação custo/benefício é o modelo
GPS III fabricado pela GARMIN (www.garmin.com). Vem de fábrica com um mapa bastante
detalhado implantado na memória; funciona com 4 pilhas tamanho AA ou conectado ao
acendedor de cigarros do veículo; sua memória tem capacidade de gravar até 500 pontos e
20 rotas diferentes e registra seu deslocamento automaticamente. Permite entrada/saída de
dados para outros equipamentos e custa aproximadamente 300 dólares nos EUA. Existe um
modelo específico para as Américas e o modelo PILOT, mais caro, para o uso em aviação.
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GLOSSÁRIO
ALMANAQUE - Informações de localização
(constelação) e status dos satélites transmitida por cada satélite e coletada pelo
receptor.
AZIMUTE - O ângulo medido entre o horizonte e um
satélite ou outro objeto.
DIREÇÃO - A direção do deslocamento, medida em
graus, baseada na convenção que considera o operador/receptor no centro de um círculo
imaginário, estando o Norte a 0º/360º e o Sul a 180º.
RUMO - A direção pretendida de movimento.
CURSO - É a direção do destino, medida em graus.
COORDENADAS - Descrição única de uma posição
geográfica, usando caracteres numéricos ou alfa-numéricos.
NORTE VERDADEIRO - A direção do Polo Norte.
NORTE MAGNÉTICO - A direção apontada pela agulha da
bússola magnética.
DECLINAÇÃO MAGNÉTICA - A diferença, em graus, entre
o norte magnético e o verdadeiro.
POSIÇÃO - Uma localização geográfica na
superfície da Terra.
NAVEGAÇÃO - Ato de determinar o curso e a direção
do deslocamento.
ROTA - Um curso planejado de viagem definido por uma
seqüência de pontos.
PERNA - Distância de um ponto de uma rota ao próximo
ponto de referência.
POSIÇÃO FIXA - Coordenadas de posição computadas
pelo receptor GPS
S.A. - Selective Availability ( Disponibilidade
Seletiva) - O erro aleatório que o Departamento de Defesa dos EUA introduz
deliberadamente nos sinais do Sistema para degradar sua precisão. Removido em 01/05/00
DILUIÇÃO DE PRECISÃO - DOP (Dilution Of Precision) -
Também conhecido como GDOP (Geometric DOP), é o fator que determina a precisão obtida
devido à geometria dos satélites. Quanto menor a DOP, melhor a precisão.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- GPS Made Easy - Letham, Lawrence - Canadá - l996
- The Story of Americo Vespucci - Alper, Ann F. - 1991
- Apostila sobre GPS - Thorton, Jonathan - S. Paulo -
SP - 1997
- Manual de Operação do receptor GPS III, fabricado
pela Garmin.
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Fazendo uma Rota já utilizada anteriormente
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Explorarando a Área em Volta do Destino
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Mudando para Modo Slide Touch
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Bares e Restaurantes ná Área Determinada
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Encontrando uma Farmácia na Região Atual
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Salvando uma Rota Como "Meus Lugares"
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